O presidente da Câmara Municipal de Pombal, Diogo Mateus, garante que a contaminação das águas na Nascente do Rio Ourão e da Nascente do Rio Anços “tende a regularizar-se sem grandes consequências”. A revelação foi feita na última reunião de Câmara, realizada esta quarta-feira (3), depois do Grupo Protecção Sicó (GPS) ter denunciado, no final de Dezembro, a “poluição não identificada mas visível a olho nu” na nascente do Rio Ourão, na freguesia da Redinha, que abastece os concelhos de Pombal e Soure.

A denúncia de que a água apresentava uma cor escura, turva e com odor levou o Município de Pombal a accionar de imediato a Autoridade de Saúde Pública local e o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, bem como a avançar com “uma monitorização bastante atenta relativamente à qualidade da água”. “Há a preocupação em conhecer as causas desta contaminação e saber as consequências para a saúde pública”, assegurou o autarca, adiantando que “os indícios referem que se tratou de descargas russas provenientes de lagares”, contudo “é muitíssimo improvável que sejam lagares a laborar no concelho de Pombal”.

“Os factores que nas várias análises feitas se apresentaram em desconformidade prenderam-se com os níveis de manganês e coliformes”, referiu o edil, adiantando que não havia variações nas características da água. Apesar do manganês provocar “um odor e uma coloração da água”, “por norma a principal consequência que traz não é para a saúde pública, mas para a rede de distribuição”.

“Estamos a acompanhar a situação”, afirmou Diogo Mateus, ressalvando que “não houve da parte da saúde pública qualquer tipo de observação relativamente à necessidade de termos de fechar as nossas redes de abastecimento”. “Procedemos à limpeza das zonas de captação de água” e percebe-se “os níveis têm estado a regenerar-se”. “Portanto a situação tende a regularizar-se sem grandes consequências”, asseverou o edil, acreditando que “até ao final da semana o processo ficará resolvido”.