A Câmara de Soure avança para 2018 com o maior orçamento municipal dos últimos seis anos, fruto das candidaturas a fundos comunitários que fazem disparar os valores do documento estratégico para 18.315.350 euros, o maior montante desde 2012 e quase 16 por cento superior a 2017.

O presidente da autarquia, Mário Jorge Nunes, defende que a estratégia para o novo ano coloca o concelho de Soure “numa agenda global de crescimento suportado em três princípios fundamentais: o crescimento inteligente, o crescimento sustentável e o crescimento inclusivo”.

A pensar na qualidade de vida das populações, 2018 será um ano de investimento em saneamento, sector que beneficiará de três milhões de euros do orçamento, devido às candidaturas ao POSEUR aprovadas, como as redes de saneamento de águas residuais dos Lousões, da freguesia de Vinha da Rainha – zonas norte e central, das povoações da Casa Velha, Casal Novo e Gabriéis, e de Alfarelos a Granja do Ulmeiro (Casal do Redinho e Fonte dos Cães). A autarquia assegura que após recepção do visto do Tribunal de Contas todas estas obras estarão em execução, continuando a desenvolver estudos nesta área, atenta a janelas de oportunidade no que respeita a eventuais financiamentos.

A segunda maior aposta para 2018 centra-se na área de Habitação, Urbanismo e Urbanização. Além da revisão do Plano Director Municipal (PDM), que já se encontra decorrer, estão previstas várias iniciativas ligadas à regeneração urbana. Inscritas no Plano de Acção de Regeneração Urbana estão três intervenções na vila de Soure, que consistem na reabilitação do mercado municipal, da rua Alexandre Herculano e do edifício do antigo posto da GNR, onde consta a instalação de um Centro de Inovação Social. Com uma dotação superior a um milhão de euros, pretende-se alavancar um sector estratégico para o reforço da centralidade e direccionalidade dos núcleos urbanos. Também o Desenvolvimento Económico, designadamente o apoio à actividade económica tem a sua dotação reforçada, chegando a ultrapassar também um milhão de euros, o correspondente a quase nove por cento do plano.

A Educação continua a ser uma prioridade do executivo socialista, destacando-se a candidatura realizada para construção do Centro Escolar da Freguesia de Soure. Também serão mantidas as apostas no Serviço de Apoio à Família, Acção Social Escolar e outros projectos relacionados, além do reforço de investimento nos transportes escolares, tendo o Município assumido o totalidade do encargo financeiro do transporte a todos os alunos do concelho que frequentem o ensino obrigatório.

Mário Jorge Nunes refere ainda que outra opção relevante é “a aposta continuada nos Acordos de Execução com as juntas de freguesia do concelho”. Num momento em que se anuncia uma nova vaga descentralizadora, “o Município de Soure aprofunda o mecanismo inovador que iniciou em 2014, e que tem dado efectivos ganhos de operacionalidade”. O autarca considera que o orçamento “concretiza e aprofunda as opções do executivo em inscrever em definitivo o concelho de Soure numa era de crescimento, alinhada na estratégia do país e suportada pela agenda europeia”.

Em reunião de Câmara, o orçamento foi aprovado com seis votos favoráveis do PS (cinco) e da CDU (um), e com uma abstenção do vereador eleito pela coligação PPD/PSD-CDS/PP-PPM. Na Assembleia Municipal, o documento foi ratificado com 26 votos a favor (22 do PS, dois da CDU, um do PPD/PSD-CDS/PP-PPM e um do MAIS) e quatro abstenções dos deputados eleitos pela coligação PPD/PSD-CDS/PP-PPM.